A Copa do Mundo de 2026 entrou na sua fase mais intensa. Com a fase de grupos encerrada em 27 de junho, o torneio mais grandioso da história do futebol - 48 seleções, 104 jogos, três países-sede - passa agora para o mata-mata, onde cada erro pode ser o último. O formato expandido trouxe um round of 32 inédito, adicionando uma camada extra de pressão para seleções que já imaginavam estar seguras.
O cenário eliminatório abre o dia com três partidas de alto nível. A Costa do Marfim enfrenta a Noruega às 13h (horário do leste dos EUA) no AT&T Stadium, em Dallas - um duelo que representa muito para o continente africano, que conta com Marrocos e as Leoas do Atlântico ainda vivas na competição. Na sequência, a França mede forças com a Suécia no MetLife Stadium, em Nova York, às 17h, em um confronto que coloca em campo a seleção favorita ao título segundo as casas de apostas. Para fechar a noite, México e Equador disputam às 21h no Estadio Banorte, na Cidade do México, em um jogo com sabor especial para os torcedores da casa. Enquanto o futebol continental europeu segue sua própria lógica de disputas - o Arsenal defende o título em 2026/27 em um campeonato inglês que vive sua própria revolução de treinadores - o foco global está inteiramente voltado para a América do Norte.
A corrida pela artilharia e os destaques do torneio
Lionel Messi lidera a disputa pela Chuteira de Ouro com seis gols, números que, aos 38 anos, continuam desafiando qualquer lógica convencional do futebol. O argentino disputa a sua sexta Copa do Mundo, marca histórica que divide com Cristiano Ronaldo, e segue sendo o fator decisivo de uma Argentina que chega ao mata-mata como campeã defensora. Atrás de Messi, um grupo de quatro jogadores acumula quatro gols cada: Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé, ambos da França, Erling Haaland, da Noruega, e Vinicius Junior, do Brasil.
A presença de Vinicius no grupo dos artilheiros é um alento para a torcida brasileira, que acompanha a Seleção com expectativa e alguma cautela. O Brasil, campeão justamente no último Mundial disputado nos Estados Unidos, em 1994, tem no atacante do Real Madrid e no jovem Estêvão suas principais apostas técnicas para ir longe no torneio. A seleção, porém, ainda busca uma identidade coletiva sólida desde a aposentadoria de Neymar do cenário internacional.
Favoritos, zebras e o peso do mata-mata
A França chega às oitavas como principal favorita ao título, sustentada por um elenco de profundidade incomum. O Ballon d'Or Ousmane Dembélé comanda o ataque ao lado de Mbappé, e a equipe de Didier Deschamps reconquistou o topo do ranking FIFA em abril. A Espanha, com o prodígio Lamine Yamal e uma das melhores linhas de meio-campo do mundo, é apontada por muitos analistas como a candidata mais completa tecnicamente. A Argentina de Messi, sem o mesmo talento coletivo dos rivais, compensa com coesão, experiência e o peso psicológico de ser a atual detentora da taça.
Entre as seleções africanas, Marrocos volta a chamar atenção. Depois da histórica semifinal de 2022, os marroquinos retornam com uma defesa de elite e um ataque mais perigoso, capitaneado pelo meia Brahim Díaz. Para o continente africano, o avanço marroquino seria mais do que um resultado esportivo - seria a consolidação de uma potência emergente no futebol mundial. A Colômbia, com Luis Díaz como referência ofensiva, e a Noruega de Haaland também figuram entre as seleções capazes de surpreender os favoritos à medida que o torneio avança.
O que esperar das próximas semanas
O round of 32 se encerra antes de 4 de julho, quando começa o round of 16. As quartas de final estão marcadas para 9 de julho, as semifinais para 14 e 15, e a grande final acontece no MetLife Stadium em 19 de julho. O torneio, que vai de 11 de junho a 19 de julho, é o maior da história em número de seleções e partidas, e o formato ampliado garante que nenhuma equipe pode se dar ao luxo de subestimar qualquer adversário a partir de agora. No mata-mata, a margem para erros é zero.